domingo, 26 de janeiro de 2014

ELEIÇÕES 2014

2014: Jatene, Helenilson, o PSDB e Aécio

em por Edir Veiga 24 de janeiro, 2014 - 04h18

A notícia que tomou conta do estado do Pará, na semana passada,  foi a anunciada desincompatibilização do governador Jatene  a  partir do dia 31 de março e a ascensão ao governo do vice Helenilson Pontes.
Jatene, por razões de coerência, descartaria concorrer a reeleição no cargo. Mas  a família de Jatene estaria “jogando pesado” contra a recandidatura ao governo do patriarca por motivo de saúde.
Então Jatene estaria livre para concorrer ao senado, à câmara dos deputados e à ALEPA. Ser candidato a deputado estadual significaria eleger uma fortíssima bancada estadual do PSDB.
O mais concreto é que Jatene não concorreria ao governo. E teria definido a priori, o vice Helenilson, como o candidato do governador às eleições executivas de 2014.
Neste desenho, Helenilson seria o governador, o PSDB indicaria o vice. Mário Couto viria ao senado e Jatene a deputado estadual. Nesta estratégia, Helenilson do PSD declararia apoio a candidatura Dilma e neutralizaria a máquina federal no estado. Aécio e o PSDB estariam rifado.
Esta é uma análise coerente, mas parece que se esqueceram de combinar com o PSDB nacional e paraense. Tudo indica que os tucanos não aceitarão esta diretiva de Jatene.
Caso Jatene mantenha esta posição, deverá ocorrer uma rebelião no PSDB do Pará e que seria apoiado por Aécio e o PSDB nacional.
Na avaliação de tucanos bem emplumados, Helenilson além de ser um estranho fora do ninho, é desconhecido no estado e poderia viabilizar a vitória de Helder ainda no primeiro turno. Além de Helenilson ter o veto da maior liderança do oeste do Pará, que é o deputado Lira Maia do DEM.
Assim, é de se esperar que os tucanos paraenses não deverão deixar Aécio  sem um palanque no estado e a contra ofensiva será em dois sentidos: 1- produzir uma pressão monumental para que Jatene, não sendo candidato, venha a  apoiar um tucano ao governo estadual, e 2- Caso esta tentativa venha a fracassar o PSDB deverá lançar, de forma autônoma, uma candidatura própria ao governo estadual.
Neste cenário, teremos pelo menos três candidaturas fortes ao governo em 2014: de Helenilson e a máquina do estado. De um quadro de massas do PSDB que poderia ser Flexa, Couto ou Nilson Pinto. E Helder Barbalho. O segundo turno estaria garantido, Aécio teria um palanque estadual e os tucanos poderiam ainda brigar pelo governo.
Em todas as avaliações, seria grande a chance de um quadro tucano vir a derrotar Helenilson Pontes, que na visão dos tucanos de alta plumagem,  o vice é um desconhecido no Pará.
Para estes tucanos, são grandes as chances de um segundo turno nas eleições presidenciais no Brasil. Estes tucanos acham que nestas circunstâncias são grandes as chances de Dilma vir a ser derrotada, tendo em conta o tempo de permanência do PT no governo federal e a deterioração dos indicadores da economia nacional.
Parece que o jogo sucessório começa tomar rumos inesperados no Pará. A tucanada parece estupefata,  decepcionada e triste no Pará, pois estão se sentindo abandonados pelo chefe do executivo estadual. Que o digam o presidenciável Aécio.

sábado, 18 de janeiro de 2014

REDE GLOBO FAZ SUA ADESÃO À BELO MONTE

O jornal nacional de ontem, 17/01/2104, mostra claramente que a Rede Globo aderiu definitivamente à construção de Belo Monte com todas suas contradições. Foram varios minutos enfatizando mais as vantagens que as desvantagens da obra que provoca muita polêmica e coloca o MPF e governo numa disputa judicial por causa dos impactos sociais, ambientais e econômicos trazidos pela obra.


sábado, 28 de dezembro de 2013

OS MELHORES DO ANO DE 2013

Marina Silva

Personalidade do ano É comum, ao final de cada ano, que os veículos de comunicação façam enquetes e consultas para escolher --e, às vezes, premiar-- as personalidades que se destacaram e influenciaram o rumo dos acontecimentos no país. Exponho aqui o meu voto e o justifico.
Em 2013, o Brasil se encontrou nas ruas. Este não é apenas o fato mais significativo do ano, mas se estende ao futuro e influencia todas as expectativas para o próximo ano.
Na verdade, as jornadas de junho permanecem como uma presença extra, incômoda para muitos como um fantasma na sala, gerando uma sensação de que os bastidores foram devassados, de que não há mais possibilidade de "votos secretos", de que o reino inteiro está nu.
Por mais que os operadores do sistema político tentem restaurar a opacidade na vida institucional, não conseguem escapar aos olhos de um novo sujeito político que, de fora, abre as janelas. Ainda não chegaram a um termo na insistente tentativa de controlar a internet, mas já criaram grandes dificuldades para o surgimento de novos partidos e novas formas de representação política. Não adianta erguer novos muros, todos serão ultrapassados ou derrubados.
Esse novo sujeito, coletivo e difuso, que não obedece a um comando único e age a partir de vários centros, ganhou diversos nomes: ruas, multidão, manifestantes são alguns dos mais frequentes.
Antes de entrar em cena, era o último a saber das coisas, a massa de manobra, a maioria silenciosa, enfim, os que não viam, não ouviam e não falavam. Agora tudo mudou. Esse novo protagonista torna à vida pública de fato pública e exige que vigore efetivamente uma nova República.
Novos tempos e espaços surgem e neles navegam milhares, talvez milhões de militantes de uma política diferente, despreocupados em aparelhar esses espaços ou espichar seus tempos, ou seja, sem a ansiedade tóxica das disputas por hegemonia e poder.
Essa nova militância, que chamo de ativismo autoral, pois não se submete a direções partidárias ou sindicais, ONGs ou lideranças carismáticas, produz uma nova agenda em que as prioridades não são manipuladas. Assim, no país do futebol, tornou-se possível fazer da Copa das Confederações uma ocasião para reivindicar mais saúde e educação.
Por essa emergência que surpreendeu aos desatentos e, principalmente, por essa permanência que se anuncia para o futuro, pela ruptura com os velhos falsos consensos estabelecidos, pelo reencontro de uma utopia de justiça que parecia esquecida, voto nessa bela multidão que foi às ruas como personalidade do ano de 2013 e desejo-lhe mais força e criatividade para renovar a democracia no Brasil em 2014.
MARINA SILVA escreve às sextas-feiras nesta coluna.

Marina Silva, ex-senadora, foi ministra do Meio Ambiente no governo Lula e candidata ao Planalto em 2010. Escreve às sextas na versão impressa da Página A2.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

SOL - FONTE INESGOTÁVEL DE ENERGIA ELÉTRICA BARATA E LIMPA



No Brasil, recebemos mais de 300 dias ensolarados por ano. Por Isso, a energia solar parece a forma mais simples e objetiva para baratear a conta de luz dos milhões de brasileiros. É claro que para isso seria necessário investimentos.
A luz do sol é uma fonte inesgotável de energia. Diz-se que será a principal fonte de energia no futuro. Seria uma forma de combater a degradação do meio ambiente provocada hoje, dentre outros agentes, pela devastação das florestas para dar lugar a pastagens na agropecuária e na construção de hidrelétricas.
A energia solar fotovoltaica é capaz de gerar energia elétrica através de painéis fotovoltaicos que transformam luz (fóton) em energia elétrica (volts). Essa fonte de energia é inesgotável. Como dizia Lavoisier: “Na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma” Então podemos utilizar os recursos naturais para transforma-los em energia útil e não problemas para o maio ambiente.
As fontes de energia mais utilizadas no Brasil são as de origem fosseis como petróleo, carvão e gás e as hidrelétricas.
O petróleo e o gás são fontes de energia que foram transformados a milhões de anos pela natureza. Além de cara produz um grau elevado de poluição e consequentemente causa prejuízo à camada de ozônio, cuja função é proteger a terra dos raios solares ultravioletas maléficos à vida.
As hidrelétricas produzem mais de 80% da energia consumida no país e tem como grande problema a falta de chuva, que por causa do desmatamento, esta aumentando cada vez mais. Apagões são frequentes como os de 1999, 2001, 2009 e outros que são vistos a cada ano, tornando o preço da energia muito alto para a população. Embora o Brasil seja rico em recursos hídricos, o preço da energia gerada por essas usinas está muito acima da média mundial. Diante dessa realidade, a energia solar aparece como a alternativa energética limpa, renovável e mais barata para a população.
Um sistema fotovoltaico é composto por um painel solar para receber luz do sol; um inversor que transforma energia de corrente contínua em corrente alternada, a que é usada nas residências; controlador de carga e bateria para armazenar a energia que não é usada de imediato.
Para se ter uma ideia, um sistema fotovoltaico para abastecer uma casa que utiliza duas lâmpadas 40W 110V e uma TV com 110V e 200W durante 4 horas por dia, precisa de um painel solar capaz de gerar 280W/h. Mais ainda, a energia produzida por um sistema desses, pode ser armazenada em baterias ou ligada diretamente na rede, pública de distribuição.
Se fosse colocado um painel capaz de gerar 1 KW/h na metade das residências brasileiras a energia produzida, ligadas à rede pública de distribuição, daria para ter evitado a destruição de muitos ecossistemas Brasil a fora.

domingo, 1 de dezembro de 2013

TRANSPORTE COLETIVO GRATIS PARA A POPULAÇÃO DE ALTAMIRA, UMA CONDICIONANTE JUSTA!



O povo de Altamira merece transporte coletivo com tarifa zero como recompensa pelos transtornos e prejuízos causados pelos impactos econômicos e sociais em decorrência da grande obra da hidrelétrica de Belo Monte.
O aumento da população sem as devidas obras de infraestrutura urbana trouxe como consequência também, o impacto econômico para as famílias que aqui viviam modestamente. Antes da obra a população vivia sob uma determinada margem de custo de vida. Com o inchaço populacional houve um grande aumento desse custo de vida, sem que houvesse um correspondente aumento de renda (salário ou trabalho autônomo).  
Para esse impacto, não foi prevista nenhuma condicionante.
O transporte coletivo colocado recentemente tem o preço mais alto do país. Nenhuma cidade brasileira tem uma tarifa acima de R$ 3,50 sem contar que aqui o percurso das linhas é muito menor.
Diante desses e outros motivos, consideramos justo que a Norte Energia, o Consorcio Construtor de Belo Monte e a Prefeitura de Altamira providenciem imediatamente a tarifa zero para assa sofrida população.
Portanto a palavra de ordem deve ser TARIFA ZERO JÁ!

domingo, 30 de junho de 2013

MARINA SOBE E DILMA CAI

Após três semanas de manifestações, a taxa de intenção de votos da presidente Dilma Rousseff caiu até 21 pontos percentuais. Embora ainda lidere a disputa de 2014, Dilma é a pré-candidata que mais perdeu apoio na corrida presidencial e a queda indica que hoje ela teria de enfrentar um segundo turno.
Dilma está 'calma' com resultado da pesquisa Datafolha, diz ministro
Desgaste não é só de Dilma, afirmam governistas
Plebiscito tem apoio de 68%, diz Datafolha
O cenário hoje mais provável para a sucessão inclui Dilma, Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).
Nessa simulação, a petista tinha 51% das intenções de voto nos dias 6 e 7 deste mês. Agora, desceu para 30%. Esse é o mesmo percentual da aprovação de seu governo, apurada no mesmo levantamento e divulgada neste sábado (29) pela Folha.
Nesse mesmo cenário, Marina Silva subiu de 16% para 23%. Aécio Neves foi de 14% para 17%. Campos oscilou de 6% para 7%. Nessa hipótese, seria realizado um segundo turno entre a petista e Marina.
O Datafolha foi à ruas na quinta e na sexta-feira. Entrevistou 4.717 pessoas em 196 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Leia na edição da Folha deste domingo outros cenários da pesquisa Datafolha, incluindo o antecessor de Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. (FERNANDO RODRIGUES)

Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

quinta-feira, 27 de junho de 2013

OS 10 MANDAMENTOS DA REFORMA POLÍTICA




1- Fim dos SUPLENTES (se não foi votado pelo povo, não pode assumir cargo algum);
2- Fim do 14 e 15 salários;
3- Redução imediata da verba de gabinete com TOTAL transparência na utilização desses recursos;
4- Fim do auxílio-moradia. Se não quiser morar nos apartamentos funcionais, que arque com as suas próprias despesas;
5- Fim da aposentadoria parlamentar de 4 anos (isso vale para a do presidente também);
6- Fim do foro privilegiado para deputados e senadores;
7- Fim do voto secreto em TODOS os tipos de votação;
8- Fim do plano de saúde pago pelas casas. Cada parlamentar que arque com seus custos de saúde;
9- Mandatos de 4 anos para deputados E senadores, podendo se candidatar à reeleição apenas uma vez, assim como ocorre para os cargos do Poder Executivo;
10- Parlamentar que faltar à votação em plenário ou em comissões deve ter seu ponto cortado e devidamente publicado.